03 lições que aprendi em 03 meses de Bolsa de valores

Olá leitores do blog,

Venho hoje relatar a parte ruim, o lado negro dos investimentos, mas os quais são fundamentais para alcançar o sucesso e sabedoria. Sem erros, não aprendemos, não evoluímos, contudo é muito ruim errar normalmente, e errar com nosso suado dinheiro é pior ainda.

Faz pouco tempo que entrei para o time da renda variável, porém tempo suficiente pra levar umas porradas e aprender algumas lições, mesmo tendo estudado quase um ano antes de ingressar na bolsa de valores, somente na prática que vamos acabar aprendendo de verdade. Sem mais delongas, vamos aos erros cometidos e lições aprendidas.

1- Desconsiderar o cenário macroeconômico.

Minha primeira compra foi de um fundo imobiliário, o KNCR11, realizei a compra no início de maio, onde o ativo ainda estava acima de seu valor patrimonial, estava esticado porque oferecia um bom rendimento e estava se iniciando a queda de juros, fato esse que desconsiderei na minha análise, como iniciante e com análise ainda muito superficial, vi que era um fundo de papel, relativamente bem diversificado e otimamente administrado, no entanto, como não me atentei a queda dos juros, logo o preço do ativo desabou pois seus rendimentos caíram. Portanto, minha primeira lição aprendida foi que temos que avaliar não somente o ativo em si, mas toda conjuntura macroeconômica envolvida.

2- Especular na bolsa e abandonar fundamentos
Tudo que li me guiou para ser um investidor buy and hold, baseado na análise fundamentalista, mesmo sendo criterioso, me empolguei pela possibilidade de um grande ganho rápido e fácil, mesmo sabendo que a empresa em questão estava cheia de dívidas, com resultados insatisfatórios, dando prejuízo, acreditei em um gatilho que poderia fazer um turnaround e com isso a ação disparar me oferecendo um lucro alto rapidamente. Resultado: até o momento TPIS3 me deu um prejuízo de 8%, ainda estou esperando que ela retorne um pouco mais próximo do preço de entrada pra que o prejuízo não seja tão grande, e como investi apenas uma pequena parte do meu capital, fico mais tranquilo também. A lição que aprendi foi que devo sempre analisar profundamente os fundamentos das empresas que pretendo investir

3- Guiar-se pela opinião de terceiros
Esse erro tem relação com a compra ainda de TPIS3. Guiei-me pela recomendação de uma casa de research que apontava que ela tinha potencial de crescimento de mais de 300%, me maravilhei com essa possibilidade, mais uma vez ignorei cenários e não analisei a empresa, simplesmente me empolguei com a maior falacia do mundo financeiro, ganhos altos e rápidos. Mesmo tendo lido vários e vários materiais alertando para não cair nessa jogada, fui seduzido por essa promessa barata e me dei mal. A lição que ficou é que essas recomendações só servem, no máximo, para você se atentar a uma ação que eventualmente não tenha estudado ou não conheça e faça sua análise própria e chegue as suas próprias conclusões se tal empresa se adequa ao seu perfil de investimento 


Sei que ainda terão outros erros pela frente, espero que meus erros sejam cada vez menores e que não custem caro, dos que tive até aqui, em relação a KNCR11 estou recuperando com os rendimentos e não devo me desfazer, quando os juros subirem voltarão a oferecer um bom rendimento, mas irei me atentar mais para não comprar bons ativos com preço caro, já TPIS3 vou me desfazer logo logo e não vou mais especular na bolsa, vou seguir meus planos de investidor buy and hold e comprar ativos co bons fundamentos e vender somente se perder os fundamentos ou pararem de dar lucro.

Bom, era isso que queria compartilhar com vocês, espero que não cometam os mesmos erros, mas diz aí, quais foram os erros de vocês no mundo dos investimentos??


Abraços 

Fechamento Agosto 2017 (R$66.137,17)

Olá colegas do blog,

Esse é meu primeiro fechamento de mês, como antes não fazia um controle tão preciso dos investimentos, vou acompanhar a partir de agora a evolução patrimonial mensalmente, já tenho ai um grande benefício pessoal do blog, me motivar a acompanhar de perto minha evolução patrimonial.

Sem mais delongas, vamos ao que de fato importa.

Aporte: R$8.340,00

Rendimento: Ações 5,58%  X  7,46% IBOVESPA
                   
                       FII: -0,82%    X   0,87% IFIX.

Dividendos: R$120,38

Esse mês minhas aplicações em renda variável ficaram abaixo dos seus índices, mas estou satisfeito, com a bolsa esticada do jeito que está poderia ter rendido mais, no entanto fiz uma aplicação totalmente errada em TPIS3 que comprometeu o rendimento. Esse foi um dos meus erros de iniciantes na bolsa, o qual não cometerei mais, achar que vou lucrar rápido com especulação, apesar de ter lido muito sobre isso antes de começar a investir na bolsa, a tentação foi grande e a lição aprendida. Vou esperar ela retornar pelo menos próximo ao valor que investi pra me desfazer, sei que é outro erro, pois orientam a nos desfazer e recuperar em outro ativo rentável. Mais um erro que eu posso tá cometendo, mas bora ver no que vai dá. O prazo dela é até o fim do mês, senão vou sair com o prejuízo que tiver mesmo e recuperar mais na frente.

Dividendos  de ações e fii foram modestos ainda, mas é natural, estou no começo da caminhada. Paciência para esperar os dividendos polpudos.

Abaixo minha divisão momentânea da carteira de ações e FII. Pretendo fechar minha carteira de ações com 10 a 12 ativos. Vou tirar TPIS3, os restantes enquanto não mudar os fundamentos, permanecerão. Pé atrás um pouco mais com SAPR4, afinal, tem o dedo podre do Estado e, portanto pouco mais imprevisível. Já no âmbito das FII, devo adicionar talvez mais dois FII, um de lajes comerciais e um logístico, mas confesso que o intuito agora é aportar mais em ações, penso no FII em uma fase mais madura dos meus investimentos, para quando quiser obter mais retorno, por enquanto o objetivo é acumular mais e mais.









Percebe-se que a evolução patrimonial teve um "boom" no início desse ano, pois assumi  mais uma escala de plantão, agora são três escalas e não tenho tempo para quase nada. Mas logo voltarei as habituais duas escalas, pois um contrato vencerá em setembro. Então, terei só mais um mês de aportes volumosos, depois deve se estabilizar por volta de R$2.000, exceto em dezembro, com 13º salário, vamos aportar com afinco em dezembro.Esse mês consegui um aporte ainda maior devido uma bonificação extra no trabalho, em setembro já reduzirá e em outubro mais ainda. Vida que segue




No ramo da vida pessoal, mais um mês que trabalhei bastante, mas bora aproveitar pra acumular. Nos estudos, pouca atenção, li alguns trechos de livros profissionais, mas sem muito aprofundamento. Agora em setembro, inicio os preparativos para uma prova de mestrado, bora ver no que vai dá. Atividade física permanece quase nula, mas em outubro volto para academia ou corrida ou natação. Tenho o joelho lesionado jogando futebol, isso limita esse meu principal hobby e atividade física, mesmo após cirurgia e reabilitação, tenho medo de me machucar de novo e passar por tudo novamente, sei que os riscos são maiiores, por isso melhor evitar.

Setembro chegando e novos aportes vem ai, estou pensando em reduzir o tempo para chegar a casa dos 6 digitos, tava programado para ate meio do ano, com uma visão conservadora, mas se for arrojado e otimista pode ser que no meu aniversario (fevereiro) já me dê de presente essa marca. Bora lá.

E vocês? O que acharam da minha carteira?

Abraços a todos e deixem seus comentários

                

Como gastei menos de R$20 mil em uma festa de casamento

Um dos principais temas de finanças pessoais  envolve a vida conjugal, é sempre um tabu muito debatido em finanças, tanto que tem até livro famoso e filme abordando o assunto. Se as vezes já é difícil uma pessoa sozinha administrar um orçamento, imagina duas pessoas juntas, com visões distintas de mundo, pensamentos diferentes e alguns objetivos diferentes também.

Deixando de lado a parte emotiva do meu relacionamento, no campo das finanças, a primeira dificuldade que tive foi mudar a mente consumista da minha futura esposa, fui aos poucos mostrando a importância de alguns sacrifícios momentâneos para ganhos futuros, mostrei como ela não precisava de uma roupa nova mediante as  que ela já possuía, enfim, aos poucos transformei a mente dela para um estilo de vida mais simples. sem necessidade de luxo e supérfluos, não sei se um dia ela irá pensar como eu, tendo em vista que ela ainda não tem um perfil investidor, mas só de melhorar a questão de responsabilidade financeira, foi um ótimo passo para ela e fundamental para darmos um passo adiante em nossa vida conjugal, o casamento.

Feito o pedido, é ora de organizar e pensar a festa, vendo os depoimentos de amigos e conhecidos, que gastam pequenas fortunas no casamento e ficam pagando por anos, mesmo em alguns casos o casamento acaba e a conta fica. Eu pensava que queria casar, mas não tava nenhum pouco disposto a gastar muito dinheiro para tal. Coloquei um limite inicial em R$50 mil, muitos disseram que eu não faria festa alguma com esse valor, eu não sabia, nesse momento, se eu era louco ou os outros.

Passado algumas semanas de conversas com a noiva e orçamentos de buffet e local que seriam os principais gastos, reduzi o orçamento pela metade, agora queria gastar não mais que R$25mil, nesse momento quase me crucificaram, se já achavam difícil com 50 mil, com 25 mil, imaginavam que eu faria um churrasco na laje.

Depois de pesquisa com diversos fornecedores do ramo e pela internet, consegui ao final fechar um orçamento ainda menor de R$20 mil, com uma festa em um local no centro da região de minha cidade, bom buffet, fotografo renomado, e principalmente, do jeito que gostaríamos. Abaixo vou mostrar os 07 passos que dei para conseguir tal feito.

1- Restringir numero de convidados: Geralmente vemos festa para acima de 300 convidados, nas quais sempre alguém no final tem um comentário ruim para fazer, portanto, reduzimos o número de convidados de modo que se reunisse nesse evento os familiares e amigos próximos. Se a família de minha noiva não fosse tão grande, poderíamos diminuir ainda para casa dos 80 a 85 convidados, que era minha intenção inicial, mas ficou em uma quantidade aceitável.

2- Casamento de dia. Casaremos no fim da tarde, nenhum de nós é muito adepto de festa e das badalações da noite, portanto, uma festa ao fim da tarde e mais nossa cara e mais viável para o orçamento também. Optamos pelo menu do chá da tarde que inclui o chá da tarde, com salgados, café, bebidas, pratos quentes e sobremesas, contudo com menos variedades de pratos e sobremesas, o que não é um problema para nós e se for pra os convidados, só posso sentir muito por eles, pois isso é o que foi possível no nosso orçamento e o que nos faz feliz.

3- Recepção, buffet e decoração do mesmo fornecedor. A casa de eventos  que fechamos tem buffet e decoração própria, portanto fechamos tudo com eles, o que aumentou nosso poder de negociação e barateou o custo, além de ficar mais fácil para reunir e definir temas e pontos importantes do casamento.

4- Presença em feira de eventos de casamentos. Minha noiva foi em duas feiras de fornecedores de materiais ide casamento, onde fechamos doces finos e bolo. Em eventos de noivas, há diversos fornecedores ávidos por fechar contratos, os quais nesse momento acabam cedendo mais facilidades. Aproveitamos disso e de algumas técnicas de negociação para fechar esses itens a preços convidativos.

5- Fornecedores de bairro periféricos. Exceto, o buffet, decoração e local do evento que era o mesmo. O restante de nossos fornecedores trabalham longe do centro, consequentemente possuem preços mais flexíveis e convidativos, no entanto, é sempre importante atentar para qualidade do serviço ou produto, apesar de serem fora do eixo central, atestamos a qualidade dos produtos previamente.

6- Cerimonialista. Contratamos uma pessoa do círculo de amizade, que trabalhou muito tempo com eventos. Como trouxemos uma amiga, isso barateou o custo, até porque ela não atua mais no ramo, mas tem experiência. Nesse quesito reside o meu único medo de dar algo errado na festa.

7- Pagamento antecipado. Nada como oferecer pagamento integral à vista ou com grande quantia de entrada para obter grandes descontos. Com todos os fornecedores, pagamos pelo menos 50% adiantado, o que nos garantiu descontos significativos

   Abaixo segue a planilha dos gastos que tivemos, creio que vai passar um pouco do valor de R$20 mil, mas como os convites e metade do buffet foram a família dela que pagaram. Eu gastarei no total menos de R$20mil. Como também irei morar de aluguel e em apartamento mobiliado, não  haverá gasto alto com mobília, no apartamento só precisa de TV e cama, o restante já possui. 
 

Planos e metas financeiras

Olá leitores do blog,

Hoje falarei sobre um dos primeiros passos de todo investidor. Aquilo que está em todos os livros sobre finanças pessoais e é fundamental para o sucesso no investimentos. A importância de você traçar metas e objetivos financeiros.

Como todos estão carecas de saber o dinheiro é um meio e não o fim, ou seja, leva-se uma vida simples, economiza-se, gasta-se menos do que ganha, não para acumularmos dinheiro e riqueza material, mas sim para que possamos lá na frente poder aproveitar com qualidade e liberdade o fruto dos juros compostos sobre nossas economias.

Para isso, é importante traçarmos objetivos, etapas que alcançaremos no curto, médio e longo prazo. Sem essas metas, é bem provável que com o passar do tempo percamos o foco, pois podemos não ter visão do sentido do que estamos fazendo. É assim que vivem aquelas pessoas que só pensam no presente, aproveitam tudo ao máximo do que ganham, pois não tem planos ou organização para ser disciplinado.

Portanto, eu quando comecei a pesquisar sobre os investimentos, vi como ter objetivos é motivador à medida que você os alcança e traça novos objetivos. Para isso é fundamental, dois pontos que irei descrever abaixo:

1- Seus objetivos devem ser palpáveis, tangíveis, passíveis de ser alcançados, ou seja devem ser realistas. Não adianta você traçar planos mirabolantes os quais você dificilmente vai atingir, ou não vai atingir no tempo desejado.

2- É importante ter planos para todos os períodos -  curto, médio e longo prazo. Se você apenas tiver planos distantes, você pode acabar perdendo o foco e desistindo de seus investimentos. Por exemplo, não adianta apenas ter planos para 30 anos, é muito tempo, é preciso ter pequenos prazos e ir galgando os degraus aos poucos rumo à independência financeira.

Eu considero plano para curto prazo em até dois anos, médio prazo de cinco até 10 anos e longo prazo acima de 20 anos. Na medida em que o tempo for passando, é importante traçar novos planos, principalmente de curto e médio prazo que mudam com mais frequencia. Abaixo vou divulgar minhas metas e planos considerando os prazos mencionados:



  • Plano de curto prazo: alcançar a marca de R$ 50.000 em renda variável, até o fim deste ano ( atualmente está em cerca de aproximadamente R$ 34.000). Alcançar a cifra de seis dígitos de patrimônio financeiro, ou seja, mais de R$100.000 até o fim de 2018 ( atualmente estou próximo de R$60.000)
          Aparentemente, parece ser uma meta simples, para conseguir o objetivo deste ano, desconsiderando valorização e dividendos, preciso investir em média R$4.000, consigo economizar, em média, por mês, nessa faixa, mas com a proximidade do fim do ano, as vezes dificulta um pouco mais. Quanto a meta do ano que vem o fator complicador é que ano que vem diminuirá a quantia que conseguirei poupar, pois vai reduzir meu salário porque um dos meus contratos irá terminar,  portanto não vai ser tão simples quanto parece, conto com a valorização e rendimentos para atingir a marca.  
  • Plano de médio prazo: Realizar uma viagem de um mês pela Europa daqui 08 anos. Vou retirar uma parte das economias para passar um mês inteiro viajando pela Europa com minha família. Ainda não planejei lugares que pretendo conhecer. Minha família é de origem humilde, portanto tudo ou pouco que conquistei até hoje foi devido aos meus esforços e considerando minha area de atuação, onde não consigo salários vultuosos, ainda não tive oportunidade de viajar para fora do país. Pretendo que essa seja uma viagem onde possa desfrutar de calmaria e de um  bom planejamento para aproveitar ao máximo a experiência. Dois países que certamente estarão no roteiro são Itália e Inglaterra.

  • Plano de longo prazo: Atingir minha independência financeira em até 30 anos. Considero ter independência financeira, onde os rendimentos dos investimentos sejam capazes de pagar minhas contas básicas, como aluguel, luz, condomínio e supermercado. Ou seja, levando em consideração, o estilo de vida que levo atualmente, seria uma renda de cerca de R$3.500 a 4.000 reais, típica família de classe média.   

   
           Atualmente minha noiva esta desempregada, portanto toda fonte de renda provem do meu emprego, creio que quando ela estiver empregada, fatalmente aumentará  capacidade de poupar e consequentemente investir, sendo assim é possível e espero que os planos traçados sejam alcançados antecipadamente, mas tracei os planos de acordo com minha perspectiva atual e se melhorar a renda e capacidade de poupar, eu irei refazer os planos com novos objetivos e novos prazos. 


Espero que tenham gostado e compartilhem também os planos de vocês nos comentários. 

Minha história econômica até aqui - parte 2

Olá leitores do blog,

Dando continuidade a essa primeira parte das postagens, onde conto um pouco da minha trajetória no ramo das finanças pessoais, hoje irei abordar minha experiência na fase adulta jovem.

Logo aos 22 anos saí da casa dos meus pais para fazer uma pós graduação em outra cidade. Portanto, já nessa idade tive que aprender a planejar um orçamento doméstico, como a bolsa era pequena contava também com uma pequena ajuda de meus pais, mas no total somava cerca de R$1.500,00 para pagar aluguel da república, alimentar, vestir, transporte, etc. Nessa fase era muito difícil conseguir economizar, o pouco que conseguia as vezes era consumido em pouco tempo em cursos de aperfeiçoamento. No entanto, eu pelo menos não tinha dívidas. E as duas grande lições que tiro dessa época inicial foram:

1- Não gaste além do que você ganha. A pior coia é você iniciar sua vida adulta com dívidas e depois ir atrás do prejuízo para tentar se equilibrar, e até conseguir você já gastou um bom dinheiro pagando juros aos bancos que poderiam está sendo investido na sua independência financeira. 

2- Planejamento e orçamento doméstico. Para você gastar menos do que ganha é essencial ter um planejamento e controle financeiro doméstico para saber com que você gasta, onde você gasta e o quanto gasta, somente assim você poderá identificar os vazamentos de seu orçamento e equilibrar seu orçamento de acordo com sua realidade.

Passado essa fase inicial de pendenga da vida estudantil, comecei a trabalhar e ganhar um pouco melhor, inicialmente vislumbrado por acreditar ter muito dinheiro, aumentei os gastos do meu custo de vida, mas sem nunca esquecer as lições acima, de gastar menos do que ganho e de planejar meu orçamento, contudo esse orçamento se onerou juntamente com meu poder aquisitivo, meu primeiro grande erro de finanças pessoas foi permitir inicialmente que o aumento de renda fosse acompanhado proporcionalmente por aumento de gastos, deveria ter mantido o mesmo nível de gastos, já que eu vivia muito bem e era feliz daquele modo. Mas pouco tempo depois, cerca de 3 a 4 meses tudo se adequou após comprar algumas coisas supérfulas que desejava, desde então, por volta de 25 anos consegui começar a economizar e sobrar dinheiro no fim do mês e ir engordando a minha conta bancária, e aquilo me dava tanta tranquilidade e paz. Era muito prazeroso ver aqueles reais se acumulando, esse prazer é um grande motivador para seguir economizando e investindo e chego a outra importante lição:

3- Encontre alegria e economizar e aumentar seu patrimônio.

Por fim, nos últimos anos, após ter uma boa quantia na conta do banco, eu via ele rendendo muito, muito pouco, quase nada na famigerada poupança. Comecei a pensar como eu poderia fazer para acelerar esse ganho, afinal daquele jeito eu não ficaria rico nunca, ou ficaria rico nos meus últimos dias de vida e não poderia gozar do dinheiro que suei para conquistar e economizar. Aí veio o meu outro grande erro: investir sem conhecimento. Acabei sendo seduzido pelos títulos de capitalização, guiado pelos ensinamentos do meu avô que tinha feito dois títulos para mim e achei fantástico sacar aquela quantia ao fim do período, mal sabia que eu tava sendo enganado por uma das piores formas de investimento, se é que se pode chamar de investimento. E daí veio mais uma importante lição:

4- Dê valor ao seu dinheiro, estude bem s formas de investimento para potencializar o seu ganho de capital. 


Estudar me permitiu evitar cair em outras roubadas financeiras, como financiamento de casa a perder de vista, meu carro dei uma entrada de 60%, sendo o restante parcelado sem juros (sim, eu sei que no fundo saiu mais caro que à vista, mas bem mais em conta que financiado) só o título de capitalização já bastou.

Hoje eu estou há um ano investindo, iniciei com investimentos em renda fixa, para conhecer o terreno, e há cerca de três meses, após estudar ainda mais, comecei a investir em renda variável, pois é muito mais complexo. Para alguém que é da area da saúde, tudo é muito diferente e muito novo, exige muito mais cautela, pois preciso entender fundamentos básicos, os quais não tive nenhum aprendizado em faculdade. Por isso, estudei cerca de 06 a 08 meses para iniciar investimento em renda fixa e mais de um ano para renda variável.
Ainda é pouco tempo para ver os resultados, mas estou muito animado pelo que consegui até agora. Espero acumular mais experiência ao longo dos anos para investir cada vez melhor.

Abraços e até a próxima!

Minha história econômica até aqui - parte 1

Olá leitores, hoje inicio essa trajetória neste novo blog para contar um pouco sobre como o mercado financeiro é acessível a todos, até mesmo aqueles em que sua profissão passa distante dos conhecimentos econômicos.
Para começar vou falar hoje um pouco da minha trajetória no ramo da economia até aqui. O início, os erros, aprendizados, objetivos, mudanças.
Li uma vez, se não me engano, no livro "pai rico, pai pobre", uma frase que me chamou a atenção, e me vi representado. "Vô rico, filho nobre, neto pobre". No caso, eu sou o neto. Meu avô teve uma boa qualidade de vida, uma aposentadoria satisfatória, e tinhacomo investimento alguns imóveis. Já meu pai, sofre com um salário apertado que não dura até o fim do mês, complementa seus rendimentos com imóveis de herança e mesmo assim não é suficiente e leva um padrão de vida além de sua capacidade. Fui criado vendo meu pai passar aperto no fim do mês e esbanjar em futilidades no início do mês, aquilo sempre foi desafiador entender, era na minha visão uma prática irracional.
Tendo ainda duas irmãs, muito dos agrados e benesses da vida eram direcionados primariamente à elas, sendo assim, a vida me direcionou, mesmo que sem querer, a um estilo de vida frugal e onde eu necessitaria poupar para conseguir meus objetivos pelo meu próprio esforço, pois sabia que diferentemente de muitos, eu não teria "paitrocínio" para muita coisa.
Assim, na minha adolescência quando eu queria algo, precisava poupar por meses, a mesada dada pela minha vó, e dessa fãs levo duas importantes lições até hoje.

1- Poupar é o princípio básico para ter independência e alcançar seus objetivos.

2- Trace metas e objetivos do que deseja. Seja uma roupa, uma viagem, um curso. Trace metas desde os pequenos até os grandes objetivos e  como irá fazer para atingir.

Essa é a primeira parte da minha experiência de vida econômica, na próxima postagem retratarei o que vivi, errei e aprendi na fase adulto jovem